Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: terça-feira, 21 de novembro de 2017

Pérolas Esparsas - 40 - PROCURA-SE O HOMEM DE ROMANOS 7

PROCURA-SE O HOMEM DE ROMANOS 7

21/11/2017

Esta semana procura-se, vivo ou morto, um homem descrito em Romanos 7, para se saber quem ele é. Não é difícil identificá-lo, basta atermo-nos estritamente ao texto bíblico, que é totalmente expositivo. Paulo está descrevendo didática e corajosamente, como funcionou a sua luta pessoal, do farisaísmo até a confiança plena na graça de Cristo Jesus.

Romanos 7 relata uma saga, a luta do crente no processo de Santificação, de amadurecimento, de crescimento na graça, de conflitos interiores, nessa fase que se inicia imediatamente após a Justificação. Assim, fica muito claro entender que o homem de Romanos 7:

1. Já viveu segundo a carne e teve paixões pecaminosas (v.5);

2. Está livre da condenação da lei, portanto, foi justificado (v.6);

3. Tem absoluta consciência do que representa o pecado como quebrantamento da lei de Deus, e vê a morte eterna como salário do pecado (v.7-11);

4. Reconhece a santidade, justiça e o bem que representa a lei de Deus (v.12);

5. Entende toda a malignidade do pecado (v.13);

6. Sabe que a lei é espiritual, mas o homem é carnal e não se submete à lei de Deus (v.14);

7. Conhece a mecânica do mal, como se processa a luta entre o querer e o fazer, como é a batalha entre a natureza carnal com a qual ele nasceu, e a natureza espiritual que recebeu quando renasceu (v.15-20);

8. Deseja fazer o bem (v.21);

9. Tem prazer na lei de Deus (v.22);

10. Diz que essa lei até mesmo mora na sua mente (v.23);

11. E, em meio à sua luta diária, ainda que algumas vezes clame em perplexidade, ansiando pela libertação "do corpo dessa morte" (v.24), reconhece e agradece a Deus, por meio de Jesus Cristo, a bênção de, mesmo possuindo na carne a natureza pecaminosa, desejar ser submisso inteiramente à lei de Deus (v.25).

Portanto, esse cristão militante, que caminha firmemente para se tornar cristão triunfante, é não somente, Paulo, mas, somos todos nós que estamos "combatendo o bom combate", que mesmo sabendo que possuímos em nossos membros uma "lei do pecado e da morte" e uma "inclinação da carne", que é a nossa natureza pecaminosa (impulso pra pecar), não descansamos nisso. Mesmo sabendo-nos imperfeitos, não nos rendemos à nossa imperfeição, mas, corremos "firmemente para o alvo da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus".

É importante lembrar que o pecado-impulso (natureza pecaminosa) não implica que, necessariamente, temos que permitir o pecado-hábito (pecado reinando em nossa vida). Para isso contamos com todo um arsenal bíblico à nossa disposição.

Termino com um pedacinho de um sermão do Pr. Tércio Sarli, em que ele dizia o seguinte:

"Confiar inteiramente em Cristo, esse é o segredo da vida cristã genuína. Viver em comunhão com Deus. Isso é o que nos leva à vida cristã vitoriosa. Não significa que o apóstolo Paulo não tenha tido mais lutas espirituais. Mas, sua compreensão e sua atitude foram diferentes quando amadureceu na fé e no relacionamento com Jesus. Após o capítulo 7, no início do capítulo 8, Paulo descreve sua alegria por ter encontrado em Cristo a certeza de sua salvação. Que essa seja também a nossa experiência, e que junto com Paulo possamos exclamar: Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor."

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 21/Novembro/2017.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 21/Novembro/2017.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Reflexões Sobre a Graça - 43 - PECADO

PECADO
09/11/2017

PECADO IMPULSO

Podemos chamá-lo de natureza pecadora. Esse é INEVITÁVEL. Nascemos assim, com natureza depravada, caída, mortal. Mas, não é isso que nos constitui pecadores. Isso é apenas a pecaminosa "inclinação da carne", é o que torna o nosso coração "continuamente mau", que nos impele a pecar, que nos "induz à tentação".

PECADO HÁBITO

Podemos chamá-lo de prática do pecado, um estado continuado de iniquidade. Isso significa ter o "pecado reinando na vida", como determinante de todas as nossas ações. Esse é OPCIONAL. É o ato pecaminoso, e é o que, na prática, nos faz pecadores. Mas, não precisamos permitir que isso aconteça. Em Cristo Jesus temos meios para vencer essa situação, dominá-la e manter isso adormecido em submissão ao poder de Deus.

RESUMINDO

Os dois co-existirão na nossa vida, o IMPULSO e o HÁBITO, a NATUREZA e a PRÁTICA, até Jesus Cristo voltar, e até que, logo em seguida à primeira ressurreição, Ele nos transforme e glorifique para subir a "encontrar o Senhor nas nuvens".

Assim, enquanto isso não ocorrer, não poderemos dizer que somos perfeitos ou que "não temos mais pecado". Mas, podemos dizer "Cristo vive em mim" e que Ele "nos purifica de toda injustiça". Até lá, seremos imperfeitos, sim, mas, sem termos que nos render à nossa imperfeição.

É isso, simples assim, sem sofismas, sem subterfúgios ou dissimulações, é o que a Bíblia nos ensina. Não precisamos nem mesmo ir ao hebraico ou ao grego, pois, se uma criança ou alguém humilde de espírito, não puder entender isso com facilidade, o Evangelho perdeu a sua clareza. O que passa disso, é pura especulação e teologismo, o que por um lado pode ser estressante e legalista, e por outro desmotivador e liberalista.

E antes que alguém se preocupe sobre como será a situação após o encerramento do chamado período de graça, saiba que será exatamente a mesma coisa, com a única diferença de que agora de forma definitiva e com duas classes de pessoas claramente estabelecidas.

Também lembro o seguinte: se, por um lado, estaremos nessa época vivendo à vista de um Deus santo, sem a intercessão de Cristo Jesus junto ao Pai, por outro lado, esse mesmo Jesus estará mais do que nunca bem juntinho de nós, através do ministério e poder do Espírito Santo, pois Ele prometeu que assim seria "até a consumação dos séculos". E isso não é pouca coisa, nem Ele falha com Suas promessas!

Isto entendido, vivamos debaixo das asas da graça de Deus, justificados pela fé, em santificação diária, e sendo já transformados de "glória em glória", possuindo alegria e certeza da salvação unicamente pelos méritos de Cristo Jesus.

OBS: Não citei os textos bíblicos, poucos, simples e conhecidos, mas coloquei suas pequenas frases entre aspas, para estimular você a buscar na Palavra.

Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 09/Novembro/2017.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 09/Novembro/2017.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Reflexões Sobre a Graça - 42 - CULPADO? INOCENTE? ATÉ QUANDO?

CULPADO? INOCENTE? ATÉ QUANDO?
07/09/2017

Assisto e leio o noticiário da Lavajato e outros processos, indiciamentos, investigações, suspeitas, delações. O cenário está apodrecido, caótico. E dependendo da nossa simpatia ou posição política, ficamos torcendo pela condenação ou absolvição deste ou daquele.

Mas minha postagem hoje quer apenas usar isso como pano de fundo, para refletir sobre outra situação, também caótica, fazendo um paralelo entre a Justiça dos Homens e a Justiça de Deus.

Na Justiça dos Homens, todos são INOCENTES. Essa situação perdura até que haja provas em contrário. Que provas são essas que podem provar a CULPA do réu?

São resultantes de todo um processo investigatório, demorado, penoso, muitas vezes injusto e cheio de falhas. Seus agentes são juízes e jurados cheios de imperfeições.

Na Justiça de Deus, todos são CULPADOS. Essa situação perdura até que haja provas em contrário. Que provas são essas que podem provar a INOCÊNCIA do réu?

São resultantes de um processo já completado, onde um inocente, absolutamente justo e santo, foi considerado culpado, e transferiu seus méritos perfeitos para um culpado, absolutamente injusto e pecador. Desse modo este pôde ser declarado e tratado como justo e inocente. O agente e promotor desse processo é um Juiz justo, santo, infalível.

Isso é GRAÇA!

Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 07/Setembro/2017.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 07/Setembro/2017.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Reflexões sobre a Graça - 41 - PRA QUE NÃO RESTEM DÚVIDAS!

PRA QUE NÃO RESTEM DÚVIDAS
18/08/2017

O homem em seu estado natural, vivendo no mundo sem Deus, não tem a menor capacidade de ir a Cristo, de buscar a Deus por seus próprios impulsos e conscientização, de querer o que é bom. Segundo a Bíblia, a fé, o querer (vontade), o fazer (obras), o conhecimento e até mesmo o arrependimento e o abrir da porta do coração, são obras da graça de Deus atuando no pecador, atraindo-o, motivando-o, constrangendo-o pelo amor.

Nesse estágio, o que é que Deus faz? TUDO! O que o homem faz? NADA! Qualquer participação humana, qualquer trabalho cooperativo com Deus, ocorre mais tarde, quando, após ser justificado, ele está sendo santificado, também pela graça. E não como ação do pecador, mas como reação dele ao grande amor de Deus. Não para obter ou comprar a salvação, mas, para vivê-la, demonstrá-la em serviço de amor, e confirmá-la dia-a-dia num processo que envolve relacionamento e santificação. Não como obras da lei (segundo Paulo), mas, como obras da fé (segundo Tiago).

E para que não restem dúvidas, um texto esclarecedor:

"Muitos se acham confundidos quanto ao que constitui os primeiros passos na obra da salvação. O arrependimento é considerado uma obra que o pecador deve realizar por si mesmo, a fim de poder chegar a Cristo. Pensam que o pecador deve por si mesmo conseguir a habilitação para obter a bênção da graça de Deus. Mas, conquanto seja verdade que o arrependimento deve preceder o perdão, pois é unicamente o coração quebrantado e contrito que é aceitável a Deus, o pecador não pode produzir em si o arrependimento, ou preparar-se para ir a Cristo. A menos que o pecador se arrependa, não pode ele ser perdoado; mas a questão que deve ser resolvida é quanto a ser o arrependimento obra do pecador ou dom de Cristo. ...

O pecador é comparado a uma ovelha perdida, e uma ovelha perdida jamais volta ao redil a menos que seja pelo pastor procurada e restituída ao redil. Homem algum pode de si mesmo arrepender-se, tornando-se digno da bênção da justificação. ...

O arrependimento - não menos que o perdão e a justificação - é dom de Deus, e não pode ser experimentado a não ser que seja concedido à pessoa por Cristo. Se somos atraídos a Cristo, é por Seu poder e virtude." EGW - RR, Pg.21/22.

Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 18/Agosto/2017.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 18/Agosto/2017.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: terça-feira, 20 de junho de 2017

Pérolas Esparsas - 39 - COMO DAR NOSSO TESTEMUNHO OU DEFENDER A SÃ DOUTRINA

COMO DAR NOSSO TESTEMUNHO OU DEFENDER A SÃ DOUTRINA

20/06/2017

Desde que comecei a viajar e pregar sobre a Graça e a Salvação - e lá se vão cinco anos - sempre me preocupei com a maneira como deveria fazer isso, dar testemunho e pregar o Evangelho, até porque esse é um tema onde há muitos entendimentos não alinhados com a Bíblia.

Tomando como exemplo a discussão, cada vez mais crescente e presente em toda parte, em torno de perfeccionismo x anti-perfeccionismo, há que se tomar um imenso cuidado, e aqui vai um comentário endereçado a quem se envolve nos debates, não importa sua posição como debatedor.

Temos que reconhecer algumas coisas importantes:

. Por um lado, há de fato, na igreja, os tidos como perfeccionistas, legalistas e extremistas.

. Por outro lado, há também, os tidos como anti-perfeccionistas, liberalistas e mundanos.

. Por um lado, temos o dever de combater heresias e promover a sã doutrina.

. Por outro lado, temos que ter muito cuidado e discernimento para estabelecer o que de fato é heresia ou doutrina bíblica.

. Por um lado, não devemos permitir a disseminação do erro.

. Por outro lado, não podemos combater e machucar o corpo de Cristo, que é sua igreja.

Isso não é nada simples, não é fácil, e requer, acima de tudo, consagração, requer que nos tornemos amigos de Deus, inteiramente dependentes de Sua graça. Podemos estar chamando de hereges e extremistas quem não é, bem como estar nomeando como mundanos e apostatados quem também não é.

Meu parâmetro nessas questões é a vida e a atuação do Apóstolo João. Se lermos os Evangelhos, e depois suas Epístolas, veremos que, de Filho do Trovão a Apóstolo do Amor, João aprendeu a enfrentar heresias como o Gnosticismo e a descrença na divindade de Jesus Cristo, porém fazendo isso com extremo carinho, cuidado, apreço e ternura.

Jesus, com toda a autoridade que do Céu Lhe era dada, sendo Ele o próprio Deus visível, é descrito por EGW como tendo "lágrimas na voz quando emitia Suas repreensões", mesmo ao denunciar a hipocrisia, a incredulidade e a iniqüidade. DTN pg. 245.

Se você, meu querido debatedor, pastor, professor, doutor, conseguir se portar assim ao apresentar suas argumentações através de sermões, textos, áudios e vídeos, que Deus o abençoe e use, amém por isso, estará, como prescrito por Pedro, dando a razão da esperança que há em você, mas, fazendo isso "com mansidão e boa consciência", que a BLH traduz como "educação e respeito". (I Ped. 3:15-16).

Afinal, segundo dizia meu saudoso amigo, pr. José Mascarenhas Viana, "Jesus mandou que nos amássemos, e não que nos amassássemos uns aos outros" (rsrs).

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 20/Junho/2017.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 20/Junho/2017.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.