Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

3(6) - Conhecer a Deus

Esse é o terceiro programa da Série sobre Relacionamento com Deus.

Já vimos aqui nos dois primeiros que Relacionamento com Deus é a causa, enquanto tudo que tem a ver com comportamento e obediência constitui apenas o efeito, a consequência, o resultado de existir esse relacionamento.

Vimos também que o homem em estado natural não se relaciona com Deus, nem entende as coisas de Deus, pois ele é carnal, e Deus é espiritual.

Agora volto a colocar nossa questão da semana passada: Como nos relacionarmos com um ser espiritual?

Antes um detalhe que eu julgo muito importante: nessas nossas conversas sobre relacionamento com Deus, eu estou dirigindo essa reflexão a pessoas que tem fé, que já possuem a capacidade de crer, já são, portanto, crédulas, já são crentes. Já passaram pelo que eu chamo "ponto zero da fé", que é aquele momento mágico, inexplicável, em que o homem abre o coração a Deus e busca conhecê-Lo.

A partir do momento em que eu cito textos bíblicos para fundamentar qualquer pensamento espiritual, eles só fazem sentido se estou falando a pessoas teístas, ou seja, que creem que Deus existe e se importa conosco.

A Bíblia diz assim em Romanos 11:6: "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe".

Eu não desprezo as pessoas que desconsideram a fé cristã, mas os panteístas, deístas, ateístas, agnósticos, tem outro posicionamento a respeito de Deus, ou o que quer que se chame Deus. Pra eles não faz sentido qualquer texto bíblico, qualquer argumentação baseada na Bíblia, porque eles não tem o que chamamos de "fé bíblica".

Aliás, essa questão da "fé bíblica", como ela nasce, como cresce, é algo sobre o qual vamos conversar mais em programas futuros.

Seguindo em frente, vamos colocar esse assunto do relacionamento em alguns poucos itens, para organizar o pensamento e facilitar a compreensão. Eu os coloco em apenas três, que são:

1) Conhecer alguém implica necessariamente em conviver com esse alguém, relacionar-se com esse alguém de alguma forma, seja romanticamente, fraternalmente, profissionalmente. Conhecer é conviver. Isso é verdadeiro tanto para o relacionamento entre iguais, como também para o relacionamento do homem com Deus.

2) A iniciativa é de Deus, não é do homem. Sempre. Como diz meu amigo pr. Benedito Muniz: Deus age, o homem reage [ou não]. A ação, a iniciativa é sempre de Deus. Ele chama, o homem responde [ou não]. Em toda a Bíblia é assim:

Filipenses 2:13 diz: "porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade".

O Cristianismo é a única religião em que a Divindade não fica estática, esperando pelo assédio dos seus adoradores. Ao contrário, nosso Deus nos busca, chama, convida, apela; e quando foi necessário e indispensável, veio até nós, e ate morreu por isso.

E aqui um pequeno aparte, abre parênteses:

É por isso que uma religião baseada no Cristianismo não pode ser estática. Não se pode construir um belo templo e ficar lá dentro cantando hinos e orando, e esperando que as pessoas venham e entrem. Não funciona assim. A igreja cristã foi feita para o mundo, não para se fechar em si mesma, com as suas programações para satisfazer o público interno. Tem que sair, tem que ir lá fora buscar quem não conhece a Deus. Vir às nossas reuniões, aos Sábados, ou aos Domingos, ou em qualquer dia da semana, apenas para seguir um ritual denominacional, não cumpre o nosso papel de igreja.

Agora, fecha parênteses. Isso foi só uma rápida divagação. Um dia voltaremos a esse assunto.

3) Relacionamento é estrada de mão dupla. Relacionamento pressupõe diálogo, e não monólogo. Um relacionamento entre pessoas, seja conjugal, seja de amizade, seja profissional, em que apenas um fala, ou fala a maior parte do tempo, enquanto o outro só ouve, sem chance de se manifestar, não tem futuro nenhum. Com Deus é assim também.

Então segurem ai esses 3 itens:

a) Relacionamento = convivência;

b) A iniciativa é sempre de Deus, nós apenas reagimos ao Seu chamado, ao Seu amor;

c) Relacionamento pressupõe diálogo, não monólogo, ou seja, ambos falam, ambos ouvem.

Mas, e quais são as formas pelas quais é possível um relacionamento, uma comunhão, uma ligação do humano com o Divino, e do Criador com a criatura?

Eu conheço algumas, não precisa que sejam muitas, qualquer outra provavelmente é derivada de uma dessas sobre as quais falaremos nos próximos programas.

Então, a questão que fica é: como estabelecer essa conexão com o Deus espiritual no qual acreditamos, de tal forma, que nosso comportamento, nossa obediência, tudo que vem depois, possa ser fruto dessa relação?

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

2(6) - Relacionamento com Deus

Tema amplo, como diz o matuto "papo pra mais de metro". Um ano de programas sobre isso, e não vamos esgotar o assunto.

Mas, na semana passada nós conversamos aqui sobre relacionamento x comportamento. Eu dizia, entre outras coisas, que considero o relacionamento com Deus como sendo aquilo que realmente move e turbina a vida do homem espiritual, do cristão.

É isso que conta. É a força determinante de uma religião pessoal saudável. É isso que eu tenho aprendido. E esquecido. E aprendido de novo. E esquecido. E reaprendido. Mas, ouçam: é nisso que eu de fato acredito.

É dessa forma que eu venho procurando viver e entender a minha vida espiritual. Mas não é fácil, porque nossa mente esta orientada para comportamento. É mais fácil, rápido, simples, focar o comportamento das pessoas, o que elas estão fazendo, falando, comendo, vestindo, de certo ou errado, segundo nossa concepção. Acontece que por trás disso há toda uma possível falha no relacionamento com Deus, e aquele comportamento que criticamos e atacamos ferozmente, apenas mostra isso.

Não sou medico, mas é como uma dor de cabeça, ou uma febre, ou um desarranjo intestinal, que são na grande maioria das vezes, apenas sintomas de que algo vai muito mal por dentro do organismo.

Considerar isso dessa forma, pelo menos pra mim, é coisa recente, acordei pra isso há pouco tempo, há poucos anos, frustrado com a frequência incômoda e desconfortável com que levanto e caio, erro e acerto, me acho bom e me acho mau, me achego e me afasto das coisas de Deus.

Foi quando comecei a descobrir a coisa mais logica. E vi o quanto eu venho sendo estúpido, burro mesmo. O comportamento e uma vida eticamente estruturada dentro de princípios nos quais se crê, são nada mais nada menos que o resultado do relacionamento com Deus no viver. São o efeito, jamais a causa!

Tanto, que a melhor e mais correta definição de pecado, pra mim, é: "Pecado é o afastamento de Deus". As coisas erradas que praticamos são "atos pecaminosos", resultado do afastamento de Deus. Mas isso ai, será assunto pra outra conversa.

Bom procedimento espiritual, boas obras, sem relacionamento com Deus, podem ate fazer de você um ser moral, moralmente amestrado, civil, social, ecológica e politicamente correto, mas não necessariamente um bom cristão, um herdeiro do Reino.

Em Romanos 14:23 Paulo diz assim: "...tudo que não provem de fé é pecado". Se você é bom apenas por um condicionamento social, pra Deus não representa nada.

Mas a gente fala muito em Relacionamento com Deus, relacionar-se com Deus, e o que é isso? Antigamente dizíamos "Comunhão com Deus". Como funciona? Como se consegue isso?

Bom, já é muito complicado nos relacionarmos com quem vemos e tocamos, imaginem com quem nós não vemos e nem tocamos fisicamente. Um Espírito. Sim, porque Deus é Espírito, segundo a Bíblia.

Em João 4:24 nós lemos, "Deus é Espirito, e importa que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade." Humanamente não podemos entender o que é um Espírito. Ponto final. Não vamos nos estender nesse ponto aqui, porque o objetivo da nossa conversa de hoje é outro.

E então? Como nos relacionamos com um ser espiritual? Será que é fácil?

Vou dizer a vocês com toda sinceridade, baseado na minha experiência pessoal: Não é. O meu relacionamento com Deus passa por momentos bem prazerosos, sinto que fica muito bom, me sinto bem. Mas às vezes ele é difícil, complicado, muito ruim, me sinto muito mal, mal com "l" e mau com "u".

Se fosse fácil, não precisaria Jesus ter vindo aqui mostrar como é que se faz. Eu disse na semana passada que Ele veio aqui restaurar relacionamentos.

Mas nós não aprendemos com facilidade. A Bíblia diz assim, a respeito disso:

I Cor. 2:14 "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem [se resolvem, só podemos entendê-las] espiritualmente."

E o homem é carnal. O homem permitiu que a carne prevalecesse sobre o espírito. Sem nenhum puritanismo, vejam as novelas, os filmes, os Big Brothers da vida, as revistas, as propagandas, a Internet. Muita carne. Praticamente nada vindo do Espírito.

Conheço um casal que não entende como podemos realizar um evento social ou recreativo sem samba e cerveja. Eles dizem assim, jocosamente: "vocês são malucos, vocês não vivem nesse mundo, façam um encontro desses na praia, com cerveja e samba e nós iremos".

Eu entendo esses amigos. Eu não sou melhor que eles por não gostar dessas coisas. Posso não gostar exatamente dessas coisas, mas gosto de outras, nessa linha mais material, mais física. Esse é o meu pensamento natural também, se não buscar relacionamento com Aquele que é o Ser espiritual por excelência: Deus.

Repito a nossa questão: Como nos relacionamos com um ser espiritual?

Nosso tempo está estourando, vamos continuar na próxima semana. Continuaremos a conversar sobre como nos relacionarmos com Deus hoje. Ou seja, como ser teísta, num mundo tão ateu, agnóstico, deísta, tão panteísta.

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

1(6) - Comportamento x Relacionamento

Como esse é o nosso primeiro programa, numa transmissão ao vivo, deixem que me apresente melhor, pra quem entrou depois do nosso último contato.

Meu nome é Mário Jorge Lima. Sou carioca, vivo em São Paulo já há 18 anos, onde trabalho e sou feliz. Sou membro da Igreja Adventista de Moema. Sou casado, tenho cinco filhas, faço sempre questão de dizer, porque eu considero isso uma verdadeira bênção de Deus. Sou um homem abençoado.

Durante muitos anos da minha vida, nas congregações por onde passei, atuei com música na igreja. Hoje estou bem afastado, não atuo mais com música de forma efetiva.

Mas, por outro lado, tenho atuado com pregação da Palavra, apresentação de palestras e Evangelismo.

Minha principal atividade espiritual hoje é a coordenação do Projeto Evangelístico Adveniat, um projeto itinerante de pregação e louvor, em execução desde 2008, aqui na cidade de São Paulo. Associados a esse Projeto temos dois ex-pastores de nossa igreja, Benedito Muniz e Luiz Gonzaga Leite, e uma equipe instrumental e vocal de Louvor.

Também estou envolvido com Encontro de Casais com Cristo, conhecido como ECC, e agora mais recentemente, com Evangelismo para infanto-juvenis.

Nessa estréia da Radio Moema ao vivo, a partir do site da igreja adventista de Moema, estamos inaugurando esse quadro chamado "Instantâneos do Reino". Serão alguns minutos, todas as sextas-feiras a partir das 20h, gotinhas de reflexão sobre o Evangelho do Reino. Conversa de sexta-feira à noite mesmo, na sala de casa, com parentes e amigos, para considerar as belezas do Evangelho de Cristo Jesus.

Quero dizer agora, qual é a nossa proposta para esse quadro, pra que fique bem claro o tipo de conversa que teremos aqui a cada semana. Esse não será um quadro tratando de assuntos doutrinários. Também não será um quadro ligado a assuntos que tem a ver com comportamento, com conduta cristã, o que é errado ou certo, o que se deve ou não fazer.

Não que essas coisas não sejam importantes, pois haverá certamente outros quadros na Rádio Moema tratando dessas matérias. No entanto, eu pessoalmente, tenho predileção por questões ligadas à parte devocional, ao relacionamento com Deus.

Até porque, penso que o Relacionamento é a determinante de coisas como obediência, ética cristã, comportamento e até mesmo disposição pra estudar assuntos doutrinários. Ou seja: o relacionamento é a causa. As outras coisas que eu citei, são importantes, têm o seu lugar, mas são frutos do Evangelho, são conseqüências de se viver mais perto de Deus.

Nesse caso, ao contrário da Aritmética, onde nas operações de Adição e Multiplicação, a ordem dos fatores não altera o produto, aqui altera completamente o resultado final. Colocar Comportamento e Doutrina na frente de Relacionamento, colocar mudança de vida na frente de Salvação, colocar Obediência na frente de Graça, trocar esses elementos preciosos de lugar, não vai dar bom resultado, podem ter certeza.

Mas agora ouçam: quando falei em "não dar bom resultado" eu não quis dizer que essa troca na ordem dos valores tira a salvação de alguém. Esse é um julgamento que não me pertence e nem tenho o direito de fazer. Quem sou eu para julgar que uma pessoa que, pela compreensão que tem, preze a obediência, as boas obras e o comportamento, mesmo acima da própria Graça, está perdida ou longe de Deus?

Mas uma coisa talvez eu possa dizer: com certeza, ao inverter os papéis, trocar as coisas de lugar, essa pessoa estará perdendo muito ou quase tudo da alegria da Salvação, da certeza e do conforto de haver sido salva tão somente pelos méritos de Cristo Jesus.

Vou dizer mais uma coisa pra vocês, muito interessante: se nós perguntarmos o que Cristo veio fazer aqui, quando resolveu morar entre os homens, haverá muitas e variadas respostas. Mas a que melhor me satisfaz é a seguinte: Jesus veio buscar relacionamentos. Veio restaurar relacionamentos. Do homem com seu semelhante; do homem com seu Deus.

Sendo assim, semanalmente estarei selecionando fatos do cotidiano, reflexões sobre cenas do Evangelho e incidentes bíblicos, e tecendo comentários, devocionais, conversando com os ouvintes de forma coloquial e descontraída, sem, absolutamente, ter a pretensão de ser dono da verdade ou estar dizendo coisas definitivas.

Minha única intenção é refletir junto com vocês, levá-los a pensar, a tirar suas próprias conclusões, a anotar e até mesmo a discordar de mim, claro, por que não?

Se quiserem me escrever, podem fazê-lo para:

ir@iasdmoema.org.br.

E aproveito para avisar: não pretendo polemizar, não vou jamais entrar em discussões teológicas ou doutrinárias, quero tão somente lhes trazer um pouco do conforto e da alegria que eu sinto quando leio a minha Bíblia e compreendo um pouquinho mais da Graça de Deus.

Nas próximas sextas-feiras estaremos ainda abordando alguns aspectos ligados a relacionamento com Deus. O que é relacionamento com Deus, o que é conhecer a Deus.

Desejo a todos vocês um sábado muito feliz, um domingo alegre e descontraído, e na seqüência, uma nova semana bem juntinhos ali, agarradinhos aos braços aconchegantes do Pai, num relacionamento seguro e constante, através da leitura da Bíblia, da oração e de uma disposição voluntária de servir e amar o seu semelhante.

Voltaremos a nos encontrar na próxima sexta-feira às 20h, se Deus quiser, e ele certamente há de querer. Sejam felizes!

Autor: Mário Jorge Lima