Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: sexta-feira, 15 de março de 2013

Olhai as aves do céu...

"Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. ... Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? ... Olhai para os lírios do campo, ... Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? ... Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo." Mat. 6:25-34.

Sermão da montanha. Palavras do Salvador. Sempre me incomodaram. Sempre tive e tenho até hoje dificuldade para repousar completamente tranquilo nessas promessas. Ao longo dos anos, li e compartilhei esse texto com pessoas aflitas e em grande angústia frente aos problemas da vida, mas, eu mesmo, confesso que nem sempre me senti confortado inteiramente por ele.

No entanto, é essa a fé, que eu chamo, pleonasticamente, de confiante, e que todo cristão deveria manifestar. Ela é maior que a fé intelectual ou racional. Ela transcende a todas as situações que possam envolver nossa vida. Ela é um misto de conhecimento de Deus, sentimento santificado e emoção controlada pelo Espírito Santo. Essa é a fé que tem condição, de fato, de se apossar da graça de Deus e trazer a real salvação, da teoria teológica fria para a prática da vida cristã que aquece e transforma.

A fé confiante é aquela que segue acreditando quando tudo em volta sugere que não se deva acreditar. E, creiam, ela não é cega, muito pelo contrário, ela enxerga além do mundo visível. Pobres somos nós quando só vislumbramos o que está ao alcance de nossa visão mortal e finita e do toque das nossas mãos vacilantes.

Um dos mais belos e poéticos textos bíblicos é o que o escritor do livro de Hebreus coloca no seu capítulo 11, conhecido como a Galeria dos Heróis da Fé. Falando sobre o tipo de fé que aquelas pessoas desenvolveram na sua experiência de vida com Deus, ele relata em Heb.11:13:

“Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.”

Hoje eu ainda não tenho essa visão e nem essa fé. Mas essa é a visão que eu quero ter. Essa é a fé que quero ter desenvolvida em mim. Por ela, quero ver lá longe a realização das promessas de Deus, ainda que no meu cotidiano, na minha concepção limitada, nem sempre elas se realizem de forma visível e palpável.

Tenho aprendido que o compromisso maior de Deus comigo tem a ver com a vida eterna, não necessariamente com essa vida, ainda que nessa vida Ele me conceda bênçãos sem medida, das quais só terei consciência na eternidade. Senhor, não permita que minha fé vacile!

Autor: Mário Jorge Lima

Postado em: sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHER

MULHER

Mário Jorge Lima

Na beleza, na graça de menina,
Na ternura, no natural encanto,
Na meiguice dos gestos,
Na lágrima quente do pranto,
Na voz suave que acaricia,
Na aparente, apenas aparente fragilidade,
No olhar romântico que abraça,
No sorriso, na sensibilidade,
Na incrível intuição,
Na força do sentimento,
No impulso do coração,
Ou até‚ na raiva de momento,
Onde será que reside
O verdadeiro fascínio de uma mulher?

Último ato criativo
De um divino artista inspirado,
A mulher, sem ser objeto,
Aumentou a beleza
De um mundo já contemplado
Com o que havia de mais belo.
Parecia mesmo que Adão,
Na pureza do jardim,
Padeceria solidão
Que jamais teria fim,
Se Eva al¡ não estivesse
Para alegrar os seus dias,
Trazer-lhe paz, bem-estar,
Pensar com ele o dia-a-dia,
Fazê-lo homem, dar-lhe um lar.

Se Deus outros mundos criar,
Com certeza Ele fará,
Para coroar novamente
A obra que surgirá,
Um ser feminino e belo,
Com talento e emoção,
Com garra, com sentimento,
Com amor no coração,
E, então, chamará esse ser,
Simplesmente:
Mulher.