Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 05 - CONTRASTES

CONTRASTE

Quando, com honestidade, reconheço quem eu sou é que começo, por contraste, a entender Quem é Deus. Toda a medida da minha malignidade mostra apenas o começo da bondade de Deus. É o meu estado miserável de imperfeição que me mostra quão imensa é a Sua graça. Louvado seja Deus!

Mário Jorge Lima./

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 25/Ago/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 04 - A CONSTRUÇÃO

A CONSTRUÇÃO - Inocente, não sabe de nada!

Atrás da casa onde moro há uma construção, já há dois anos, que levanta mais um grande edifício de apartamentos. Tenho sofrido na pele, nos olhos, nos ouvidos, na sujeira e poeira constante, todos os transtornos causados por essa obra, desde as fundações até onde ela se encontra hoje, já nos seus pisos mais elevados. É o crescimento vertiginoso da cidade de São Paulo, onde quase já não há mais bairros que tenham somente casas baixas.

De manhã cedinho, ainda escuro, estou pronto a levar minhas filhas às escolas onde elas estudam, fico no portão de casa esperando por elas, e vejo os trabalhadores que chegam para essa obra. São muitos, quase todos, aparentemente, de origem humilde, provavelmente vindos de bairros muito distantes, dos quais saem ainda de madrugada. Chegam com suas mochilas, onde marmitas e sanduiches, talvez feitos às pressas, sem muito esmero ou variedades, estão guardadinhos esperando pela hora do almoço.

Eles vêm em pequenos grupos, conversando, dando risadas, alguns cantam pela rua, fazem algazarra talvez para espantar o frio, enquanto outros são mais solitários e calados. As faixas etárias deles são variadas, muitos são jovens e fortes, andam rapidamente, outros mais idosos, de aparência já cansada, andam devagar, e alguns até mostram sequelas físicas, talvez decorrentes de acidentes de trabalho. Vão surgindo na esquina e caminhando para o local da construção. São pontuais, não se atrasam, já conheço vários deles, de vista e pelos rápidos cumprimentos que trocamos.

Ali entre eles, provavelmente há alguns com pouca ou nenhuma experiência, com maior ou menor habilidade em suas atividades, diferentes níveis de profissionalização enquanto outros têm experiências de muitas obras e tipos de construções e obras públicas das quais participaram. São pedreiros, carpinteiros, ladrilheiros, encanadores, eletricistas, aplicadores de pisos e carpetes, viradores de massa e concretagem, enfim, uma gama variadíssima de aptidões.

E o prédio cresce a olhos vistos, imponente, bonito, às vezes até assustador. Eu vejo aqueles homens rijos e rudes, a chamada “peãozada”, feios de aparência e toscos no vestir e em seus modos, e olho a bela construção que surge como resultado do seu trabalho, e penso: é certo que há os arquitetos, engenheiros, mestres de obra, encarregados, mas são esses trabalhadores humildes que, de fato, levantam a construção, são eles que constroem e dão vida a mais uma bela torre de apartamentos ou escritórios, é a partir daquelas mãos calejadas e doloridas que tudo acontece. E nutro uma grande admiração por essa massa anônima, mal paga, desprezada e sofrida.

E, nesses momentos penso que uma construção talvez seja uma das melhores metáforas do que vem a ser a igreja de Deus. Nela, pessoas das mais variadas habilidades, ou até mesmo, com nenhuma aptidão, com ou sem experiência, jovens, velhos, ágeis ou cansados, homens, mulheres e crianças, erguem dia a dia uma comunidade de crentes, um prédio espiritual que possa ser morada do Deus Altíssimo.

É certo que há os administradores, os ministros e pastores, os obreiros, as lideranças chamadas leigas, os professores, instrutores e oficiais, com seus variados graus de importância, mas é a “peãozada” que levanta a igreja. É a irmandade humilde e até mesmo anônima, são os que ralam os joelhos em oração, os visitadores, os que participam de ministérios menores e menos conhecidos e divulgados, os serviçais da igreja, aqueles que quase nunca vão à frente da congregação ou são reconhecidos, não fazem parte das comissões de igreja, não tocam, não cantam, não pregam, não coordenam uma lição da escola bíblica, não dirigem grandes departamentos, não participam de grandes promoções e eventos, raramente são notados.

Paulo, o grande herói da fé, assim escreveu em Efésios 2:19-22:

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.”.

Todos, independentemente de nossas funções, responsabilidades e privilégios, temos o mesmo grau de importância para Deus. Apenas Jesus, a pedra angular, é relevante e proeminente. Sabemos cantar, tocar, pregar, ensinar, administrar, somos ou achamos que somos conhecedores profundos da doutrina bíblica, temos as melhores idéias e a visão mais clara sobre tudo, temos as soluções mais inteligentes e criativas, somos cristãos cultos e elegantes? Que ótimo, amém por isso! Mas, vejamos o que disse Paulo em II Cor. 4:7:

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” Portanto, não nos iludamos. Todos, em todos os níveis, não passamos de simples e toscos vasos de barro. Somos absolutamente carentes da graça de Deus, salvos por ela e não por qualquer qualificação que tenhamos ou venhamos a ter. E usando uma frase tola, muito vista na Internet, poder-se-ia dizer a respeito de qualquer de nós, se pensarmos que somos mais que isso: “Inocente, não sabe de nada.”

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 20/Ago/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: sábado, 9 de agosto de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 03 - JUSTIFICADO

JUSTIFICADO

Hoje cedinho, como faço todo dia útil, levei minhas filhas aos seus Colégios. E como sempre, também, parei numa ruazinha perto do Colégio Adventista do Brooklin-SP, num lugarzinho costumeiro, para falar com Deus. São momentos breves de que desfruto com frequência. É ali que faço minha segunda recarga diária das baterias espirituais. A primeira ocorre assim que acordo, antes de me levantar, e a terceira, logo que chego ao escritório, ainda sem atividades de trabalho.

Hoje senti Deus bem presente, ali ao meu lado, sentado no banco do passageiro, ouvindo meus pedidos, agradecimentos, bem como meu silencioso pensamento de louvor. Nesses momentos me sinto, ao mesmo tempo, bem fraquinho e bem forte, é uma sensação única. Chorei um pouquinho, orei por minhas filhas, por toda minha família, por amigos e irmãos. Não fosse a terrível barreira de ruídos espirituais que me cerca, queria muito ouvir a voz de Deus, ainda que num pequeno sussuro, a me dizer algo do tipo: "Não temas, chamei-te pelo teu nome, tu és meu!" Quem sabe, num dia desses qualquer, eu a ouça.

Durante boa parte da minha vida religiosa estudei doutrinas e profecias, li muito e ouvi muito sermões. Hoje, tudo que eu mais quero é apenas colocar em prática uma ínfima parte que seja, do muito que ouvi, do pouco que apreendi. Meu objetivo final de vida é me tornar, cada vez mais, como uma criança, no sentido de voltar a ter o coração aberto e me livrar das culpas. E isso não é pouca coisa. Eu quero entrar no Reino dos Céus, pois, como dizia Davi, "a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo".

Há pouco tempo, fiz uma nova letra, para música do maestro Lineu Soares, que já está sendo cantada pelo Grupo Novo Tom, chamada JUSTIFICADO, veja a primeira apresentação dela no UNASP-EC, no link que disponibilizaram abaixo. Que me ouçam, anjos e demônios, sou um adorador do verdadeiro Deus, fui justificado por meio da fé, e tenho paz, doce paz com meu Deus. A graça multiforme de Deus me alcançou, e está disponível, salvadora, para todos os homens.

Não quero e não vou perder o trem expresso da justificação pela fé e da doutrina da salvação, coisa que já aconteceu no passado dessa igreja. Que o espírito de adoração, presente nas mensagens angelicais de Deus, faça sentido pra mim e pra todo que quiser.

JUSTIFICADO
Mário Jorge Lima / Lineu Soares

Justificado é ser declarado Justo, embora eu não seja.
Justificado é ser colocado no nível de Cristo Jesus.
Eu, por Sua graça recebo de graça
Seus méritos, Sua justiça,
E Deus me ama como ama Seu Filho,
Pois, nEle eu fui morto na cruz.

Justificado, por meio da fé,
Tenho paz, doce paz com meu Deus,
Nada mais me condena, Sua vontade é a minha:
Vida Eterna no Reino dos céus.

Justificado é não ser centrado nas coisas que eu devo fazer.
Justificado é ter o meu foco naquilo que Deus fez por mim.
E então depois que eu creio e recebo
Essa obra do Filho de Deus,
Nasce o bom fruto do Espírito Santo
E eu cresço na graça sem fim.

www.youtube.com/watch?v=xFNXlIaeM_4

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 21/Jun/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 02 - NADA POSSO

NADA POSSO

Quanto mais eu percebo e admito no dia-a-dia minhas falhas, manias, dissimulações e fraquezas, mais compreendo porque a Graça é trabalho inteiramente de Deus. Da mesma maneira pela qual fui criado, sou também salvo por Deus, ou seja, obra 100% dEle. Meu único papel é aceitar e deixar que isso me transforme. E até pra isso dependo dEle.

A possibilidade de com minha própria condição ser melhor que o meu semelhante é ZERO! Ao observar com honestidade qualquer ser humano, principalmente a mim mesmo, em minhas ações, reações, palavras e pensamentos, só posso chegar a essa conclusão. Resta-me orar a prece do publicano. Feliz Sábado!

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 21/Jun/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.