Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 07 - FIM DAS ELEIÇÕES

FIM DAS ELEIÇÕES

Falo aqui como cristão e falo primeiramente a mim e à minha família, como sempre. Vejo com ansiedade o dia 27/Out, o day-after, quando terão passado as eleições e, pelo menos parte de todo esse verdadeiro turbilhão de baixarias, discussões, mentiras, acusações, conchavos, alianças improváveis e inesperadas, crimes eleitorais, enfim, todo o lixo que tomou conta das ruas, da midia e dos corações e mentes ao longo desse período. Com sinceridade, BBB, Carnaval, Novelas, perdem longe para tudo que se viu e ouviu nesses dias.

Às vezes temos a idéia distorcida de que xingar e detratar agressivamente a coisa pública, os homens públicos, os governantes e serviços, uma vez que se mostrem injustos ou opressores, nos é facultado, nos é permitido pelo Evangelho puro de Cristo Jesus. É o mesmo entendimento que também nos leva a achar que podemos sonegar, enganar e fraudar impostos, tributos, bancos e a receita federal, pelo simples fato de que também sejam injustos naquilo que cobram e exigem do cidadão. É a consagração do pensamento de que "ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão", ou que roubar o Estado é lícito porque o Estado é injusto e iníquo.

Tenho visto bons cristãos vociferando e praguejando de forma quase alucinada contra atletas, políticos, homens públicos, pastores e homens religiosos, e fico pasmo de perceber que os ânimos e os impulsos que nos levam a esse comportamento agressivo, são os mesmos tanto na competição esportiva quanto nas discussões políticas e também teológicas, ou seja, nos assuntos espirituais. Sem tirar nem por. Eu sou uma pessoa que cuido em extremo de tudo que posto na Web, medindo as minhas palavras e intenções, mas, com frequência me flagro tendo que mudar frases que, embora com redação aparentemente suave, no seu contexto são muitas vezes mais agressivas do que um palavrão.

Estou buscando - e não é fácil - ter em mente sempre o pensamento bíblico de que, na boca daqueles que se preparam para ver e estar com Jesus na eternidade, não será achado engano. E eu diria, nem palavras torpes, ira ou sentimentos raivosos. Adquirir essa condição é um processo lento, que leva a vida toda. Isso não é salvação por méritos ou obras próprias. Isso é deixar medrar e se desenvolver o fruto do Espírito, que tem nove gomos: amor, alegria, paz, longanimidade (paciência), benignidade (amabilidade), bondade, fé (fidelidade), mansidão (humildade) e domínio próprio (auto-controle ou temperança).

É-nos dito que contra essas coisas não há lei. Seguramente, quem está nesse patamar de serviço ao próximo e a Deus, está cumprindo a lei, está em verdadeiro relacionamento com o Altíssimo, a lei não mais o condena, mas o protege.

Espero sinceramente que, passada essa fase eleitoreira, as pessoas se lembrem disso e saiam em busca de restaurar relacionamentos, serenizar os espíritos, reatar amizades estremecidas em função dessa disputa. Vi muitas vezes aqui na web termos grosseiros, violentos, agressivos, deselegantes, xulos, os quais eu não teria coragem de mostrar a crianças, a infantís e juvenís a quem estejamos preparando para ver o Reino de Deus. Nada mais distante do Reino dos Céus do que todo esse palavreado indecoroso. Deixo para nossa meditação as palavras graciosas do Salvador em Joao 15:5:

"Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto...".

Esse fruto é o que citei acima. Aliás, receito a todos nós doses diárias, maciças e sem moderação de João 15 e Romanos 6. Sem isso, podemos conhecer toda a ciência, doutrinas e profecias, ter fé para mover montanhas, dar o corpo para ser queimado por uma boa causa, falar linguas dos homens e dos anjos, mas não veremos ao Senhor. Poderemos estar cheios de razão e lógica humana, mas não teremos amor. E, sem amor...

Que Deus nos dê verdadeiras overdoses de Sua maravilhosa graça. Que, no processo de salvação não estacionemos no nível do perdão e da justificação. Salvação é mais que isso. É também transformação e mudança de vida. Pregação de graça biblicamente correta tem que envolver, necessariamente, essa transformação, ajustando e submetendo nossos impulsos, pensamenteo e palavras à vontade estabelecida por Deus. Sem isso, é uma pregação incompleta, não conta a história toda. Deus nos salva não para que continuemos vivendo como sempre fizemos, mas, para nos tornar melhores criaturas, melhores pais, filhos, irmaos, amigos, cidadãos.

Mário Jorge Lima./
São Paulo, 16/Outubro/2014.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 16/Out/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: domingo, 12 de outubro de 2014

Reflexões Sobre a Graça - 06 - NOSSOS FILHOS E A GRAÇA

NOSSOS FILHOS E A GRAÇA DE DEUS

“Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, de modo algum entrará nele.” Marcos 10:15.

Nesse Dia das Crianças, quero dizer que tenho cinco filhas, a quem amo mais que a mim mesmo, e daria a minha vida por qualquer uma delas sem pestanejar por um segundo sequer. Como pai cristão tenho desenvolvido frequentemente a reflexão de que, abaixo de Cristo Jesus, o verdadeiro dom de Deus, nossos filhos são o top das bênçãos que recebemos do céu. E, a despeito das dificuldades e angústias da paternidade - que não são poucas - continuo e quero continuar pensando e sentindo assim.

Mas, quando essas criaturinhas fofas e gostosas começam a passar da idade da inocência para a idade da razão - e isso acontece por volta dos 7 anos de idade – elas nos mostram claramente que pensam, sentem, têm vontades, têm razões próprias, merecem respeito e têm direitos legítimos. E, então, muitas vezes sentimos saudade dos tempos em que simplesmente dávamos ordens que eram imediatamente obedecidas e, pasmem, sentimos falta até mesmo das noites passadas em claro cuidando de seus choros, suas febres, dos vômitos, das suas sujeiras e algazarra.

Mas a vida é assim, criamos filhos para o mundo, não para nós, e falhamos miseravelmente quando não nos damos conta disso e não lhes passamos os valores, os princípios, os conceitos de vida, a educação de alma que deveríamos.

Da minha parte, valho-me todo o tempo do perdão e da misericórdia de Deus para apaziguar o meu coração e tornar sereno o meu espírito sempre que penso nas minhas falhas e imperfeições como pai, que são muitas. Embora elas me digam algumas vezes que sou o “melhor pai do mundo”, não me iludo, tenho consciência absoluta de que não sou, sei que é o amor delas por mim que não deixa que se fixem nos meus erros e nas minhas deficiências. E sei também que é a graça de Deus que as leva a assim procederem.

Estou chegando à conclusão, talvez intempestiva, de que filhos(as) que consideramos difíceis, que são contestadores, que fogem do padrão de atitudes tidas como normais, que nos colocam “contra a parede” com suas argumentações diretas e nem sempre polidas ou amáveis, que não seguem sequer uma orientação nossa sem antes discuti-la, que nos falam o que pensam do jeito que pensam, são, na verdade, uma bênção e graça de Deus.

São esses(as) filhos(as) que nos ajudam a exercitar nossa inteligência, nossa tolerância, nosso desprendimento, enfim, são eles(as) que aprovam ou não a nossa paternidade. Em última análise, são esses (as) que provam quão verdadeiro, forte, autêntico e pleno é o nosso amor. Reconheço que às vezes gostaríamos de ter sempre filhos dóceis, que executassem todas as nossas ordens e orientações sem replicá-las, como máquinas programadas para apenas obedecer. Mas, como já disse Alberto Cury, “... São os filhos complicados que testam a grandeza do nosso amor."

Minha oração, nesse Dia das Crianças, é essa:

“Muito obrigado Pai, por Mariana, Isabela, Julia, Laura e Luiza, e por elas serem como são. Na maioria das vezes não as compreendo e me exaspero. Perdoa-me por isso, Senhor. Então, penso na minha relação contigo, que não deve ser nada fácil também, mesmo para o Teu amor sem limites. Elas são as minhas crianças, sempre serão. E quero cada vez mais me tornar como elas, ou seja, uma criança, para poder, unicamente pela Graça, entrar um dia no Teu reino de glória. Amém!

Mário Jorge Lima./
Goiânia, 12/Outubro/2014.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 12/Out/2014.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.