Seja bem-vindo(a) ao meu Blog. Sou Mário Jorge Lima, e abaixo estão textos meus, apresentados como sermões, palestras, ou simplesmente frutos de minhas reflexões pessoais.

Sou pai dessas 5 moças ao lado, Mariana, Isabela, Júlia, Laura e Luíza, a quem amo mais que a mim mesmo. Quando escrevo sobre assuntos espirituais, quando apresento palestras ou sermões, é primeiramente para elas e pensando nelas que estou escrevendo e falando.

Esses textos, atualizados sempre que eu os crio, e para isso não tenho uma periodicidade definida, são o legado escrito que deixarei a elas, sem erudição, sem proselitismo, sem "filosofismos". São as coisas em que de fato creio e pelas quais hoje vivo. Se Deus me der o tempo e a chance necessários, ainda pretendo escrever um livro com estas reflexões. Se não conseguir, elas estarão pra sempre aqui nesse Blog.

OBS: As palestras são organizadas com as mais recentes sempre no Topo.

Postado em: sexta-feira, 31 de julho de 2015

Pérolas Esparsas - 14 - PAULO x TIAGO

PAULO x TIAGO

31/07/2015

Essa é uma questão frequentemente posta, principalmente entre os cristãos do advento, que creem na manutenção da Lei de Deus, como vigente em nossos dias, mas, não entendem a teologia desses dois apóstolos. E o que parece, de fato é que, em alguns momentos, Paulo e Tiago falam linguagens diferentes, propõem entendimentos opostos, como se as epístolas de Romanos, Efésios e Gálatas fossem contrárias à epístola de Tiago.

Em tempo: este Tiago não é o discípulo de Jesus, mas, sim, Seu meio-irmão (Gal.1:19). Ele não teve grande intimidade com o Salvador ao longo da vida e ministério de Jesus, e há apenas indícios (I Cor. 15:3-8) de que após a ressurreição, teve um encontro particular com seu Mestre e irmão, e ali Lhe teria entregue o coração, tornando-se desde então um dos esteios da igreja nascente.

Primeiramente, Tiago não coloca em sua epístola Fé versus Obras, mas, sim, Fé Viva versus Fé Morta. Além do que, as coisas de Deus não se chocam, elas se ajustam e se explicam. Vejamos dois dos principais textos em que estes apóstolos expõem seu pensamento inspirado:

PAULO: "Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado." Gal. 2:16.

TIAGO: "Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? ... pelas obras, a fé foi aperfeiçoada," Tiago 2:20 e 22.

Se prestarmos atenção, veremos que Tiago e Paulo falam de coisas distintas, dois tipos diferentes de boas obras. Paulo fala de Obras da Lei, enquanto Tiago fala de Obras da Fé.

Assim, pois, Obras da Lei são o tipo de boas obras que Paulo condena, enquanto Obras da Fé são o tipo de boas obras que Tiago enfatiza. Pode-se praticar exatamente a mesma boa obra (fazer o bem ou guardar qualquer preceito da Lei de Deus) como Obra da Lei ou como Obra da Fé. Uma não representa nada para Deus, e não O agrada, enquanto a outra é algo que Ele espera de quem já passou pela Justificação e vive a Santificação.

Resumindo:

OBRAS DA LEI: Obediência aos reclamos divinos, prática de boas ações com o objetivo de ser salvo, de acumular méritos, de ser bem visto e bem considerado pelos outros, de agradar a Deus para melhorar sua posição diante dEle, de cumprir friamente um princípio da Lei de Deus.

Seria, então, um esforço, consciente ou não, de realizar coisas boas, mas com o objetivo de conquistar a Deus, de pagar pelo dom da salvação. É a lei usada de forma não legítima (I Tim. 1:8). É a obediência usada como moeda de troca na questão da Salvação. Isso tem tudo a ver com paganismo, legalismo puro. E para Deus é maldição.

Gál. 3:10: “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição...”.

OBRAS DA FÉ: Obediência aos reclamos divinos, prática das mesmas boas ações, mas, como resultado do novo nascimento, do crescimento na graça e do fortalecimento da fé. É o fruto do Espírito, fruto do Evangelho, crescendo e se reproduzindo. É a maneira como o ser humano responde à ação de Deus em seu favor. É a consequência da Salvação. É a obediência por fé.

Fil. 3:9: “... Para ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, mas a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;”.

Rom. 1:5: “...por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios.”.

Gál. 3:10: “... para que o nosso Deus vos torne dignos da sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé...”.

Assim, podemos dizer sem medo de errar, a Justificação não é por Obras da Lei, mas com certeza, com a Justificação começam a existir, a acontecer, de forma natural e plena, as Obras da Fé. Nossas boas obras não têm absolutamente nenhum papel salvífico. Todos conhecem certos comprovantes de transações comerciais que vêm com uma frase: "Não vale como recibo." Assim são as nossas obras, não valem como recibo da nossa Salvação. O recibo, que garante que essa transação foi efetuada pelos céus, é o sangue de Cristo Jesus.

Portanto, nossas boas ações são tão somente uma comprovação do poder da Graça de Deus em nós, ela sim, a única garantia que temos, pois é transformadora, não nos deixa como nos encontrou.

Mário Jorge Lima./ /
São Paulo, 31/Julho/2015.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 31/Julho/2015.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.

Postado em: sexta-feira, 24 de julho de 2015

Reflexões Sobre a Graça - 24 - AÇÃO E REAÇÃO

AÇÃO E REAÇÃO

27/06/2015

No processo dinâmico que é a Salvação:

1) A ação de Deus é necessária, indispensável, incondicional, transformadora, santificadora, meritória e plena de atributos de Salvação e de Graça redentora.

2) A reação do homem deve ser consequente, natural, voluntária, é importante, esperada, responsiva e totalmente sem méritos próprios ou função salvífica.

Quem entende isso desfruta de alegria e de certeza da Salvação.

São Paulo, 24/Julho/2015.

Autor: Mário Jorge Lima
São Paulo, 24/Jul/2015.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” Ef. 2:8.